Raças: Vira-latas

Raças: Vira-latas

Os cachorros vira-latas, em sua definição, são animais SRD (Sem Raça Definida), ou seja, surgiram após o cruzamento de diversas outras raças de cachorro. Esta espécie também pode ser definida como mestiça, devido a sua variada descendência.

Apesar de ser considerado um mix de todas as raças, os vira-latas enfrentam uma triste realidade, já que, normalmente, são animais que vivem nas ruas ou estão em lares especializados a procura de adoção. Embora os “sem raça definida” sejam muito populares, os cachorros de “pedigree” ainda são as principais opções para os apreciadores de cachorros.

O Meu Amigo Pet procurou entrevistar quem mais entende do assunto, os próprios donos de vira-latas para contar suas experiências e a motivação para escolher a raça que não tem raça definida.

“Muita gente prefere comprar cachorro de raça, mas eu prefiro o Marofa, porque ele é muito original. Peguei ele na rua quando voltava da faculdade e nunca mais o larguei. Foi uma experiência única”, explicou o estudante Luiz Fellipe Domingues.

Para a gerente de lojas Andressa Erdmann, este preconceito em relação aos vira-latas deveria acabar. “Uma vez, minha irmã encontrou um cachorro todo machucado na rua e trouxe ele para casa. Era o Jake. Cuidamos e, posteriormente, ficamos com ele. Ele era muito parecido com um labrador, mas tinha umas manchinhas brancas pelo corpo e uma personalidade muito dócil”, declarou.

Embora considerados dóceis, muitas pessoas ainda têm receio em adotar um pet dessa espécie na rua. A jornalista Anna Thereza de Almeida conta como foi a sua história de superação e amor com a sua vira-lata Vida Loka.

“Sempre tive vira-latas. A minha última era Pincher com Fox e era linda demais. Já a Vida Loka, eu acredito que seja uma mistura de Lobo-guará com outro vira-lata, o que dá todo um charme especial para ela. Me apaixonei pela Vida assim que a vi. Fui num sítio de um amigo meu, em Franco da Rocha, e peguei ela com 1 mês. Acho que ela apanhava um pouco no sítio, porque no começo ela tremia quando chegávamos perto. Hoje, ela é a alegria da minha casa. É super boazinha, entende tudo que a gente fala. É, com certeza, a quarta integrante da família”, declarou Anna.

 

A estudante Camila Simas conta como começou a sua história com os vira-latas. “Depois que nossa cocker faleceu, minha mãe ficou depressiva, dizendo que nõo queria mais ter cachorro, por ser um sofrimento muito grande quando eles envelhecem. Passado dois meses, um dia cheguei em casa do trabalho, e lá estava ela, branquinha, assustada, de lacinho, depois de ter tomado seu primeiro banho no pet shop. Hoje, a Nina é a alegria da casa, ela é uma mistura de raças e com certeza morava na rua, pois era pequena, indefesa, estava toda suja e seu pelo era ralo. Depois de ter adotado um cachorro abandonado, tenho certeza que nunca mais vou comprar! O amor e o carinho que eles precisam e nos dão é algo que, realmente, dinheiro nenhum compra! Amo os vira-latas, são os meus preferidos!”, concluiu.

Infelizmente, nem todos os vira-latas têm a mesma história de sucesso de Marofa, Jake, Vida Loka e Nina. Mas existem muitas pessoas, donos e interessados afim de ajudar os cães “sem raça definida” a encontrarem um lar, com sites como o Clube dos Vira-latas, Vira-Lata é 10, Grupo Vira-lata e Amor Vira-Lata.

Além de dicas de cuidados, histórias das raças e curiosidades, o Meu Amigo Pet também oferece uma gama de produtos incríveis para o seu cachorro. São rações, camas, coleiras, guias, comedouros, xampus, brinquedos e muito mais!!


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