Gatinhos Ajudam e são Cuidados por Presos

Gatinhos Ajudam e são Cuidados por Presos

Com ideia de controlar a população felina sem provocar morte e abandono local, presídio em Campo Grande no Mato Grosso do Sul tem iniciativa de castração e ainda abre as portas para estes bichanos, que recebem carinho e ajudam a ressocializar os presos.

 

campo grande

Campo Grande inova na relação animal/detentos

 

Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, uma iniciativa teve alta repercussão: a entrada e cuidado de gatos em presídio de Campo Grande. Segundo os organizadores, a quantidade de felinos de rua no local já era grande (em média 150 no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho) e a falta de cuidado só tornaria um problema de saúde pública se mal administrado, afinal o instinto de caçar ratos e alimentar-se de qualquer alimento acessível acaba sendo inevitável.

A permanência deles nas redondezas é proibida, mas impedi-los de ficar é algo bem mais difícil do que parece. Primeiro porque não há para onde levá-los, a não ser o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) que nem sempre pode receber essa quantidade.

 

Projeto ajuda no controle de pragas e ressociabilização

Projeto ajuda no controle de pragas e ressocialização

 

Duas agentes penitenciárias propuseram à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) um projeto para castração como forma de evitar uma “explosão” da população felina e ao mesmo tempo fazer da “estadia animal” um benefício a todos, até no controle de pragas.

A ideia é relativamente simples. Regularmente, o centro de controle libera duas vagas desde 1º de agosto para que os gatos da penitenciária sejam castrados. O instinto territorial diminui a possibilidade de novos animais na região e ao mesmo tempo, impede a reprodução desenfreada, até que em dado momento todos estejam castrados.

“Nós não queremos criar os animais nos presídios, até porque não podemos fazer isso. Mas já que é difícil evitar que eles cheguem nas unidades, pretendemos cuidar bem. Inclusive estamos estudando a possibilidade de colocar chip nos que foram castrados para termos um controle”, afirma Carla Gameiro Alves, uma das autoras do projeto.

Laços Afetivos

O cuidado com os animais acaba refletindo na disciplina dos presos, pois cria laços de afeto e aprimora seu senso de responsabilidade. Alguns pets se tornaram verdadeiros companheiros. É o caso da Princesa, gatinha que até ganhou uma casinha cor de rosa com direito a um desenho de coração na fachada. Tudo feito pelos detentos.

 

casinha

Princesa e sua linda casa rosa

 

Conforme o sucesso e concretização, a ideia é aplicar o sistema em mais locais do Estado além de Campo Grande, unindo o cuidado aos animais de rua ao benefício de tê-los por perto.

 

Referência de Pesquisa/Imagens:
ANDA, Correio do Estado, Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (AGEPEN)


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