Cães em apartamento: é possível um boa convivência?

Por Alexandre Rossi, com colaboração da adestradora Cassia dos Santos

Nos últimos anos, tem crescido o número de pessoas que adotam um cão para ser parte da família, convivendo muito de perto com as pessoas da casa. Esta proximidade se deve, especialmente, ao fato de cada vez mais o apartamento ser a moradia mais comum nos centros urbanos.

E, assim, sempre surge a pergunta: é possível uma convivência harmoniosa entre cães e humanos, em moradias cada vez menores, sem quintal? O que se deve fazer, então, para que ambos – cães e humanos – possam viver juntos, em um apartamento, de forma tranquila e feliz?

Antes de mais nada, é preciso dizer que cães e quintais não são, necessariamente, uma conclusão lógica. Cachorros, animais
extremamente sociais, preferem estar próximos aos donos em um apartamento pequeno, do que sozinhos num quintal enorme!

De qualquer forma, antes de trazer um cão para o apartamento, é preciso averiguar se a raça, tamanho e temperamento do peludo se encaixam no perfil da família. Se as pessoas da casa tiverem um perfil mais tranquilo e caseiro, não devem escolher um cão muito agitado, que demande um grande gasto de energia para manter-se saudável. Ao contrário, se os membros da família gostam de curtir atividades externas e praticam esportes, podem pensar em um cachorro mais ativo, que será uma alegre companhia nestas ocasiões.

Outra questão a ser levada em conta diz respeito aos passeios. Qualquer cão, de qualquer raça ou tamanho, precisa ter os passeios incluídos em sua rotina. Cães são animais sociais e precisam farejar, ver e interagir com outros cães e pessoas, para terem garantidos seu bem-estar, levando em conta suas características comportamentais.

Assim, mesmo que a pessoa opte por um cão bem pequeno, isto não exclui a necessidade de incluir na rotina diária dele passeios pelas redondezas!

Como os apartamentos em geral são cada vez menores, vale também investir tempo e paciência nos treinos para que o cão aprenda a fazer as necessidades no local certo. Esta providência, que demanda persistência, mas tem resultados excelentes, certamente facilitará muito a convivência dentro do apartamento.

Além disso, sempre tenha em mente o que se denomina enriquecimento ambiental, que consiste em deixar o local onde o cão
fica repleto de atividades, onde ele possa se entreter sozinho. Ossos recreativos, brinquedos que liberam comida, brinquedos mastigáveis, garrafa pet com petiscos dentro são exemplos de verdadeiros “quebra-cabeças”, que são de grande ajuda para que o cãzinho não fique entediado com a vida dentro de um apartamento.

Finalmente, treinar o cão, ao menos nos comandos básicos (SENTA, DEITA, FICA, JUNTO, VEM), permitirá aos donos manter sempre um canal de comunicação eficiente com o pet, o que também tornará a convivência mais harmoniosa.

Pode-se consultar um profissional especializado em comportamento canino, para que o adestramento evolua de forma rápida e eficaz e para que a família toda aprenda a lidar com as peculiaridades do comportamento canino.

Com essas dicas simples, mas que podem fazer muita diferença, a tendência é que a convivência de famílias com seus cães em
apartamentos se torne uma experiência muito prazerosa para todos!


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