Atividades e terapia assistidas por animais

Por Alexandre Rossi, com colaboração de Tatiane Ichitani – consultora de comportamento da Cão Cidadão e coordenadora do projeto Cão Terapeuta

Atualmente, não precisamos discutir que animais fazem bem para a saúde das pessoas. Eles são nossos companheiros em muitos momentos, trazem alegria para a nossa casa, nos confortam em momentos difíceis e são importantes para a vida de uma família. Além disso, alguns animais podem ainda levar bem-estar e melhorar a qualidade de vida de muita gente, além de sua própria família, realizando visitas em instituições.

É isso que se chama Atividade e Terapia Assistidas por Animais (A/TAA). Os animais podem atuar como um dos agentes para promoção da saúde dos humanos, sendo uma peça fundamental para a melhora na autoestima de crianças, idosos, deficientes, entre outros. A Atividade Assistida por Animais (AAA), conforme definição da Delta Society (uma instituição americana), é um programa de visitas sem objetivos definidos, como se fosse algo lúdico para os assistidos. A Terapia Assistida por Animais (TAA) é um programa com objetivos definidos, tabulado e acompanhado por profissionais da área como fisioterapeutas, médicos, psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos, pedagogos etc. Os animais são parte da terapia, sendo até denominados co-terapeutas.

Para isso, os animais co-terapeutas devem gostar do que fazem, já que precisamos também pensar no bem-estar desses animais. Precisam ser dóceis, gostar de dar e receber carinho, algumas espécies devem passar por adestramento, devem ser saudáveis e ter comportamento bastante controlado e previsível. Por isso, é obrigatório que todo programa de atendimento em A/TAA tenha um adestrador e um médico veterinário responsável que irão zelar pelo comportamento e saúde dos animais.

Cada visita tem duração de aproximadamente uma hora, tempo relativamente adequado para que o animal não se sinta cansado nem fique estressado. Podem participar animais de várias espécies e raças, como: cães, gatos, aves, coelhos, peixes, cavalos, jabutis e até escargots!

A introdução de um animal em instituições tem a finalidade de melhorar a autoestima das pessoas, pois elas passam a interagir melhor com o ambiente, tirando o foco do seu problema ou da doença. Passam a ter maior senso de responsabilidade, melhoram a memória, ficam com mais motivação de participar das atividades propostas e melhoram a socialização. Só não é recomendado para pessoas que estão com baixa imunidade e com alergia a pelos e penas (nesse caso, podem participar outros animais).

Muitos estudos já comprovam cientificamente a eficácia da A/TAA. Por isso, se quiser participar e promover bem-estar às pessoas, procure programas e projetos em sua cidade, pois muitos trabalhos têm a participação de voluntários e seus animais.


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